A Helena olha a agenda do salão em Curitiba numa segunda à noite e para em três nomes. A Bia cortava o cabelo com ela e sumiu faz dois meses. A Rosa fez coloração e não aparece faz uns seis meses. A Camila saiu insatisfeita com o tom e nunca mais chamou. A Helena quer uma mensagem para cliente sumido que não pareça cobrança nem anúncio. Um oi, com o nome certo, e uma pergunta fácil de responder.
O Tomás, na barbearia, e a Lúcia, na unha, passam pela mesma segunda. O texto muda com a pessoa. O recado idêntico para a agenda inteira estraga o oi.
Olhe o intervalo de cada serviço, no seu caderno
O prazo é o hábito dela no seu caderno, não uma média. No corte, se a Bia voltava depois de algumas semanas e já se foram dois meses, para ela é sumiço. Na unha, a Talita vinha a cada duas ou três semanas: com um mês parado, cabe um oi. Na coloração, dois meses ainda podem ser o ritmo da Rosa; seis meses pedem uma conversa leve. Se não lembrar o intervalo, olhe as últimas visitas. Quem só passou do retoque combinado segue outro recado, em voltar na data combinada.
A hora de mandar, e a hora de parar
Escreva com o salão aberto. Um oi às 22h ou no domingo cedo soa a cobrança, mesmo gentil.
Uma mensagem basta. Silêncio nesse primeiro oi encerra o assunto. Não escreva de novo no outro dia. Meses depois, só com motivo real: aniversário ou um horário vago que combina com ela.
Marcar a próxima visita antes de a pessoa sair evita boa parte desses ois. O passo está em marcar o próximo horário antes de sair.
Mensagem para cliente sumido: oito textos curtos
Troque o nome e o serviço. Nenhum traz preço nem desconto. Cada um termina com uma pergunta que cabe numa resposta curta.
Dois meses, corte:
Oi, Bia. Aqui é a Helena, do salão. Faz um tempo que a gente não se vê para o corte. Se quiser voltar, prefere manhã ou tarde?
Seis meses, coloração:
Rosa, sou a Helena. Já faz uns meses desde a sua coloração. Sem pressa: se ainda quiser vir, qual dia da semana te serve melhor?
Experiência que ficou ruim:
Camila, aqui é a Helena. Da última vez o tom não ficou como você queria, e eu não quis deixar isso quieto. Posso te ouvir por aqui. Você prefere escrever ou passar no salão?
Mudança de bairro:
Diego, aqui é o Tomás, da barbearia. Soube que você mudou de bairro. Se ainda der para vir, qual dia fica mais fácil? Se ficou longe, pode me dizer também.
Aniversário:
Oi, Marina. Aqui é a Lúcia. Seu aniversário está chegando e eu lembrei de você. Se quiser um horário nesta semana, é de manhã ou de tarde?
Horário vago nesta semana:
Vera, abriu um horário vago quinta às 15h no salão. Se encaixar, me responde com um sim. Se não der, sem problema: deixo para outra hora?
Para quem parou de vir na unha, uma mensagem para clientes inativos:
Oi, Talita. Aqui é a Lúcia. Você vinha cuidar da unha e parou. Quer que eu te ofereça um horário vago da próxima semana?
Para chamar de volta sem desconto na primeira frase, uma mensagem para resgatar cliente:
Igor, aqui é o Tomás. Não é cobrança, só um oi. Se quiser marcar de novo, me diz o serviço e se prefere esta semana ou a outra.
Uma pergunta fácil no final
"Prefere manhã ou tarde?" cabe entre um corte e outro. "Me conta como você está" pede um parágrafo, e a resposta fica para depois.
Quando vier um "quero marcar", devolva um horário que existe. A quinta às 15h só entra na frase se ainda estiver livre.
O que faz a pessoa se arrepender de ter respondido
A mesma mensagem para clientes sumidos, mudando só o nome. A Bia e a Camila não viveram a mesma coisa. Quem lê percebe o envio em série.
Desconto na primeira linha. Ainda não houve conversa. A promoção ensina que sumir compensa.
Insistir no dia seguinte. Um "viu o que te mandei?" soa a pressão. O silêncio já é resposta.
Fora de hora. O texto gentil, tarde da noite, perde o cuidado.
Endereço e "me diz o serviço" cabem quando a pessoa já está na conversa. Os atalhos estão em respostas rápidas de barbearia e salão. O oi de quem sumiu sai uma vez, com o motivo dela, e não vira atalho.
Quem disser que não quer mais recado, não recebe outro
Se a Rosa responder "pode parar de me escrever", agradeça e pare. Tire o nome. Sem segunda tentativa.
Rosa, combinado. Não te escrevo mais por aqui. Se um dia quiser voltar, é só chamar.
O difícil começa quando a pessoa responde "quero marcar"
Escrever o oi é a parte curta. A Bia manda "quero marcar" às 15h e a Helena está com a tesoura na mão. Se a resposta só chega à noite, a Bia marca em outro lugar.
Aí cabe um assistente virtual. O da Wawnia atende o WhatsApp do salão, mostra horários livres, marca o serviço e pede o sinal no método salvo, Pix entre eles. A cliente envia o comprovante do Pix. Quem diz que o valor entrou é a Helena. Ele não trata o Pix como pago sem ela, não monta link para pagar e não espalha este oi pela agenda. Esse texto continua na mão de quem conhece a pessoa.
Na barbearia do Tomás vale o mesmo chat. A página está em barbearias.
Se o "quero marcar" chega com a tesoura na mão
Se o seu salão tem nomes parados no caderno e o celular toca no meio do corte, veja o que a Wawnia faz pelos salões de beleza e decida com a sua segunda-feira na frente.